Lá se pensam, cá se fazem.

Vencedores da II Edição do FAZ-Ideias de Origem Portuguesa

O programa FAZ- Ideias de Origem Portuguesa procura uma mudança de paradigma sobre a forma como vemos a Diáspora Portuguesa. Hoje em dia, no mundo global, já não há o cá e o lá. O que temos são 15 milhões de Portugueses com uma cultura, identidade próprias e ligação forte a Portugal. 10 milhões estão em território Português e 5 milhões espalhados por todo o mundo. Estes 5 milhões que estão pelo mundo representam um ativo incalculável para o nosso país, em termos de conhecimento, de rede, de oportunidades de inovação. O FAZ-IOP procura ser um catalisador dessas oportunidades, gerando ideias com impacto social para Portugal, geradas lá fora mas com origem Portuguesa, e criando as condições em termos de conhecimento, rede e financiamento para que essas ideias sejam implementadas. Esta foi a segunda edição do programa com cerca de 80 projetos submetidos e 10 projetos finalistas, que receberam acompanhamento durante um mês e formação em empreendedorismo social através de um bootcamp IES Powered by INSEAD. Após o bootcamp de 2 dias, o júri ouviu todas as equipas finalistas e escolheu os três vencedores.

1º Lugar

Orquestra XXI: A Diáspora Portuguesa tem um valor enorme e pessoas de excelência. O potencial para Portugal está em conseguir circular as pessoas e os seus conhecimentos, estreitando as ligações entre a Diáspora e o país. O projeto das Orquestras XXI junta 40 músicos Portugueses de renome que tocam nas melhores orquestras de todo o mundo e que se propõem a vir para Portugal para realizar concertos, alguns dos quais gratuitos, e dinamizar as academias de música nacionais, partilhando os seus sonhos e experiências, para além da sua música. Um projeto da nova Diáspora Portuguesa que quer estar cá e lá, criando impacto em Portugal.

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2º Lugar

Fruta Feia: Numa sociedade em que cada vez há mais pobreza e mesmo fome, temos a situação irónica e triste de mais de 30% da fruta produzida em Portugal ser desperdiçada pois, apesar de ser saborosa e de qualidade, não tem o aspeto “limpinho e bonitinho” que a grande distribuição procura e que os consumidores escolhem. Este projeto visa combater esta ineficiência de mercado, criando uma marca e um movimento que consiga alterar padrões de consumo e criar um mercado para a chamada “Fruta feia”.  Um mercado que gere valor e combata o desperdício. Uma ideia de uma Portuguesa que vive em Barcelona e que agora se propõe a vir para Portugal para implementar com a sua equipa este projeto porque acredita que “Gente bonita come fruta feia”.

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3º Lugar

Rés-do-Chão: A crise económica atual acentuou as dificuldades crescentes do comércio local. Só em Lisboa fecham 16 lojas por dia, desocupando os pisos térreos de muitas ruas e desertificando o coração das nossas cidades. Este projeto visa contrariar esta tendência, dinamizando estes espaços com atividades alternativas ao comércio tradicional. Uma equipa inspirada de 4 Portuguesas, arquitetas, que já trabalharam nos quatro cantos do mundo e viram projetos de sucesso de revitalização urbana e pop-up stores. E que estão motivadas para voltar para Portugal e implementar este projeto, fazendo a ponte entre proprietários, autarquias e comunidade local, revitalizando o espaço urbano desocupado das nossas cidades.

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Os Prémios

Os projetos vencedores receberão no seu conjunto um total de 50,000 euros para a sua implementação do seus projetos mas todos os dez finalistas terão apoio ao acompanhamento dos projetos, num compromisso da Fundação Calouste Gulbenkian de continuar a apostar nos talentos da comunidade Portuguesa no mundo, ligando-a aos desafios e oportunidades da sociedade Portuguesa.