Lá se pensam, cá se fazem.

Cidade Sénior

A melhoria das condições de vida das últimas décadas, permitiu o aumento da esperança média de vida da população em geral, aumentando assim o número de residentes com idade acima dos 65 anos (19,6% no Algarve, acima da média portuguesa, 19,1%). Esta situação tende a acentuar-se, pelo que cada vez mais é necessário criar infraestruturas que permitam, numa idade avançada, ter as melhores condições de habitação, associadas a uma vida o mais ativa possível. Na União europeia a população com idade superior a 55 anos, representa já 30% do total, número semelhante a Portugal. As alterações ocorridas na estrutura etária da população nomeadamente da Região do Algarve, nos últimos 10 anos, foram bastante significativas, como a análise de alguns dos principais indicadores relativos à estrutura demográfica o demonstra: entre 2001 e 2011 o Índice de Juventude passou de 149,0 para 127,2 (de 185,2 para 134,4 no País); e o Índice de Envelhecimento passou de 67,1 para 78,6 (de 54,0 para 74,4 no País). Acresce que o abandono e exclusão social dos idosos constitui um preocupante e crescente problema social. A sociedade evoluiu para um modelo em que as famílias dificilmente conseguem dar apoio aos seus pais e avós. Por outro lado os próprios seniores não veem com bons olhos a ajuda familiar, que é entendida como um incómodo, uma perda de independência e capacidade. Especificamente na região do Algarve, existe ainda um outro importante nicho potenciador desta situação, que diz respeito aos imigrantes, normalmente de países do Norte da Europa, que deixaram as suas origens há várias décadas, na procura de melhores climas. Entretanto, criaram famílias, muitas das quais já em 3.ª geração, que adotaram o Algarve como Lar. Muitos destes estrangeiros construíram ou compraram moradias unifamiliares que, com o passar dos anos, deixam de ser confortáveis para a sua utilização, sendo assim propensos a mudar-se para imóveis mais adaptados, desde que na mesma localidade, perto da família e do ambiente de que tanto gostam. Estas situações, aliadas ao envelhecimento do parque habitacional dos centros históricos das cidades, ou à paragem da comercialização de edifícios para habitação, incentivam a repensar a utilização a dar a tais imóveis. Nessa medida há que recriar, recuperando o parque habitacional de forma a oferecer casas adaptadas, dotadas de acessibilidades e infraestruturas de apoio e acompanhamento, com a qualidade e o conforto indispensáveis, para acolher / cativar idosos nacionais, emigrantes regressados, ou estrangeiros residentes. Tudo isto, contemplando áreas como as da saúde, alimentação, limpeza e tratamento de roupa, fisioterapia, desporto, atividades lúdicas, passeios organizados. Pretende-se ainda desenvolver uma rede de voluntariado para companhia, acompanhamento em atividades de lazer ou cultura, em saídas, ou outras iniciativas.

Ana Cristina Pedro Marques Antunes

Visionário
Quarteira, Portugal

Sérgio Pereira

Facilitador
Vilamoura, Portugal

Alexandra Sena Rodrigues

Comunicador
Faro, Portugal

Ricardo Antunes

Facilitador
Luanda, Angola

Nuno Álvaro Caneca Murcho

Facilitador
Faro, Portugal

Ana Francisca Fraústo

Facilitador
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